Aqui vai-se falar da cultura em geral De música e literatura em particular

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Ago 09

 

Antes de iniciar as minhas sugestões de hoje, quero dizer que já li Entre o sono e o sonho e recomendo que corram a comprá-lo. Há grandes momentos de poesia neste pequeno livro. No compto geral, este é um bom resultado da iniciativa conjunta entre o Portal de Lisboa e a Chiado editora embora não lhes tivesse ficado mal indicar juntamente com o nome dos autores, os endereços dos blogs para que pudessemos continuar a acompanhar estes poetas da blogosfera.

 

Hoje as minhas sugestões são diferentes entre si. Tenho um livro de contos, um de poesia, um romance sobre factos verídicos e um romance ficcional.

 

Todos já ouviram falar de O adeus às armas ou de Por quem os sinos dobram. Talvez assim de repente seja difícil identificar o autor mas alguns recordarão as versões cinematográficas. Quem escreveu estes dois excelentes livros é também o autor de Contos de Nick Adams editado pela Livros do Brasil. Ainda não descobriram de quem falo? E se disser que é um dos mais importantes e emblemáticos escritores norte-americanos do século XX? Claro... falo de Ernest Hemingway. Os estudiosos da obra deste grande vulto da literatura dizem que as vidas do autor e do personagem destes contos (Nick Adams) se confundem e que talvez estes contos mais não sejam do que relatos autobiográficos de Hemingway.

 

Chegou a vez da poesia. Para não variar, o livro de hoje pertence à colecção de poesia da Relógo D'Água. Poemas de Juan Luis Panero é uma colectânea de poesia deste poeta espanhol da segunda metade do século XX. Deixo um pequeno aviso à navegação, este poeta tem uma escrita muito densa e os seus poemas são, maioritariamente, longos, exigindo dos leitores uma forma de ler, mais pousada e atenta. Como todos os livros desta colecção, este também tem as versões originais (castelhano) de todos os poemas.

 

Quem não conhece as grandes obras Guerra e paz ou Anna Karenina ? O livro Khadji-Murat da Cavalo de ferro é um dos romances menos conhecidos de Lev Tolstoi mas não deixa de ser uma história cativante sobre um rebelde checheno que se vê dividido entre a sua causa e a fidelidade ao Czar para salvar a sua familia. O final menos feliz desta história é talvez a razão de, ainda hoje, este rebelde ser idolatrado pelo povo da Chéchenia. Neste pequeno livro (180 páginas) Tolstoi oferece-nos uma escrita fácil de entender e ao mesmo tempo, dá-nos a conhecer, um dos personagens mais interessantes do conflito russo-otomano.

 

A minha última sugestão de hoje é um romance de um escritor hungaro nascido em 1900 e que descobri há relativamente pouco tempo. Rebeldes de Sándor Márai e editado pelas Publicações Dom Quixote não é o melhor que já li deste autor mas não deixa, mesmo assim, de ser uma boa sugestão. Quanto a mim, o grande pecado deste livro é não haver referência à época a que se reportam certos factos. A ausência desses dados pode levarnos a identificar erradamente algumas situações mais ambiguas. Neste romance, o autor deixa de parte o seu lado mais romântico e sentimental e baseia-se na rebeldia juvenil para nos contar uma história de um grupo de rapazes que são afectados pelos acontecimentos da época (nomeadamente uma guerra)(qual? Não sei identificar. Talvez a primeira grande guerra... mas nada no livro confirma esta minha suposição). Seja como for, há muitas peripécias nesta história e vários problemas que se colocam aos jovens, são aqui aflorados.

 

BOAS LEITURAS

publicado por manu às 16:45
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Olá Manu

Depois de muito correr lá consegui trazer os livros para casa, mas não imagina as voltas que dei pois na net a morada Edifício da Comunicação na Expô , está desactualizada tive que ir á Av Rui N. Pinto e lá dei com ela só faltavam três distribuições e uma para azar era a minha.
Agora falando das suas sugestões, penso que está na hora de reler aqueles que menciona como conhecidos e que eu tenho, já do círculo de leitores há bons anos, mas os outros destes
autores não conheço.
O de Poesia também não conheço e fico com curiosidade, tenho um espanhol mas chama-se
Obra Poética de Justo Jorge Padrón, é interessante, li o ano passado nas férias de praia.

Obrigado pelas susgetões que como sempre estão magníficamente apresentadas.
Já tenho lista, para compras, mas entretanto tenho gasto bom dinheiro olhe só o que comprei
esta semana na Iriceira.Poesias Completas de Alexandre Oneill,As Paixões de Camilo,e Poesia
Cadernos de Temuco de Pablo Neruda. Ainda não li nada, estou a tentar acabar o de Pedro Tamen, que tinha deixado mais ou menos a meio.

Por agora é tudo, abraço
natalia

rosafogo a 6 de Agosto de 2009 às 13:50

Olá Rosafogo! Agora já está mais descansada em relação aos seus exemplares.
Sabe, quando acabo de ler um livro e faço uma análise mais global (agora até tomo apontamentos devido a este blog) penso comigo mesmo como seria interessante fazer da leitura uma profissão. Claro que há quem ganhe dinheiro a fazer critica literária mas apenas como complemento de uma actividade (jornalistas, tradutores, escritores a tempo inteiro). Imagine só como seria delicioso viver da leitura e da escrita. Poucos são os que têm a felicidade de fazer na vida aquilo que mais gostam. Para os restantes (nós) sobram os sonhos - que tão bem falou num dos seus últimos textos - que sonhamos mas raramente realizamos. Abraço grande.
manu a 6 de Agosto de 2009 às 18:17

Sabe Manu, eu acho que escreve tão bem que é uma pena, não ter uma dessas profissões que menciona.Quantos deles ditos profissionais ambicionariam escrever assim, mas é como diz,
poucos são os que fazem o que gostam. Eu fui sempre uma trabalhadora incontestável, mas
nunca fazendo o que gostava, apenas obrigação, talvez por isso agora me sinta bem nesta
liberdade que tenho de ir escrevendo um pouquito.Digo-lhe honestamente, é raro ver-se uma pessoa a escrever assim tão bem como o amigo, meus parabéns.
Toda a sorte do Mundo lhe desejo, e fique sabendo que me dá muito prazer vir ler as suas sugestões, sempre duma escrita impecável.

um abraço
natalia


Olá Rosafogo! Compreendo perfeitamente quando diz que sente uma grande liberdade ao escrever. Acho que é um requisito fundamental sentir-se livre enquanto se escreve.
Apesar de eu, tal como a amiga, nunca ter exercido uma profissão onde o gosto se sobrepusesse à obrigação, faço dessa carência um argumento mais, para me forçar a não perder a paixão pela escrita. Penso mesmo que é essa a razão principal para a minha entrega tão apaixonada. Abraço grande e bom fim de semana.
manu a 7 de Agosto de 2009 às 22:49

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