Aqui vai-se falar da cultura em geral De música e literatura em particular

14
Fev 10

 

O AMADOR DO VERSO viu finalmente a luz do Sol.

Ao fim de algumas tentativas frustradas eis que vejo este meu sonho, de editar um livro de poesia, concretizado.

Foi num ambiente descontraído, quase familiar, que ontem, no Auditório do Campo Grande em Lisboa, eu, a Temas Originais e o meu amigo Paulo Santos fizemos a apresentação do Amador do verso.

Para quem esperava uma daquelas apresentações típicas, cheia de referências académicas, com discursos elaboradíssimos e seriedade levada ao extremo, saiu com as expectativas goradas. Desde o primeiro instante ficou claro que o evento ía ser bem sui generis.

 

Perante uma plateia composta por familiares, amigos e alguns poetas que fui conhecendo ao longo deste meu percurso na blogosfera, o Paulo Afonso Ramos (poeta e um dos responsáveis da Temas Originais) deu início às hostilidades. Longe estava ele de prever o rumo que a sessão ía levar.

Para surpresa da assistência, a quem agradeço ter decidido comparecer a este momento de realização pessoal em vez de ir ao futebol, o elemento mais nervoso era o meu amigo Paulo Santos que, apesar de ser uma pessoa extrovertida, começou a falar um pouco titubeante mas aos poucos conseguiu soltar-se provocando inúmeras gargalhadas da plateia.

Entre algumas ferroadas ao autor e uma homenagem sincera e merecida que fez à minha mãe - para quem ele é quase um filho -

  o Paulo falou essencialmente sobre o últimos meses antes da publicação do livro; desde o momento em que enviei o original à editora até ao dia em que recebi a confirmação do interesse da mesma em editar o AMADOR DO VERSO.

Seria exaustivo estar aqui a falar de todos os detalhes da sua intervenção mas fica prometido que quando tiver as fotos do evento farei um género de legendagem àquilo que foi uma das apresentações de autor e obra mais divertidas a que assisti.

 

Após o bem humorado e galhofante discurso do meu amigo Paulo Santos (Tarota para os amigos) foi uma vez mais o Paulo Afonso Ramos que falou numa tentativa de colocar alguma pressão e nervosismo no autor, debalde. Tentativa que apesar de infrutífera teve o mérito de dar continuidade à boa disposição.

Por esta altura da sessão e vendo que eu me mantinha sereno o Paulo Afonso Ramos mudou de táctica e perguntou aos presentes se alguém queria ler algum poema do livro (normalmente ele só coloca essa questão no fim das sessões) e imediatamente o poeta ANTÓNIO BOAVIDA PINHEIRO, que eu não conhecia pessoalmente mas que muito me honrou com a sua presença, levantou-se e leu dois dos meus poemas de uma forma que eu jamais poderei esquecer, mais não seja pelo facto de ter sido a primeira vez que ouvi alguém dizer a minha poesia. Quem também fez questão de ler um dos meus poemas foi a minha querida amiga NATÁLIA NUNO, conhecida na blogosfera como "ROSAFOGO" e a quem estarei eternamente grato por todo o carinho que me tem dispensado e pela presença neste meu momento importante. Confesso que ouvir a minha poesia pela voz de outras pessoas foi uma emoção mas mesmo assim não fui acossado pelo nervosismo que me queriam impôr.

Então, numa nova manobra, Paulo Afonso Ramos volta ao ataque e pede-me/exige-me que leia a minha própria poesia. Nada que eu não tivesse pensado em fazer e que me obrigou a antecipar a leitura do poema " MINHA GÉNESE", um dos momentos mais emotivos da sessão.

Não satisfeito com o meu modo descontraído Paulo Afonso Ramos abriu o livro "ao calhas" e para seu grande azar o poema sorteado para ler foi "ANJOS" e que eu dediquei a todas as crianças que estavam na plateia e que também se estavam a divertir com o evento. 

publicado por manu às 08:04

Manu,
Estiveste muito bem... parabéns.
Conseguiste manter uma boa disposição entre o público.

beijo

Sessões como a de ontem acontecem raramente!
Breizh da Viken a 14 de Fevereiro de 2010 às 14:45

Olá Poetamorrente! Tudo correu às mil maravilhas porque quem foi ao evento fez-nos sentir à vontade. Obrigado pela tua presença. Beijos
manu a 14 de Fevereiro de 2010 às 19:22

Olá Manu

Fico embevecida com o teu entusiasmo, como se fosses uma criança a quem alguém proporcionou uma brincadeira de sonho. Depois de ler a tua impressão sobre a maneira como correu o evento, cheguei à conclusão que outro rumo ele não poderia ter levado, já que pelo que percebi acima de tudo o clima era de amizade e de grande cumplicidade. Tive muita muita e muita pena de não poder ter estado, perdi uma oportunidade de ouro de estar com os meus melhores amigos da blogosfera e de partilhar essa boa disposição, mas....com o teu carinho e disponibilidade para relatar ao pormenor tudo o que lá se passou, fico com a sensação que afinal, não estive ausente...é como se também tivesse participado nesse evento que afinal...foi uma festa!
Esper os próximos relatos e as fotos que me prometeste!

Beijo MAIOR
Utopia das Palavras a 14 de Fevereiro de 2010 às 21:53

Olá Ausenda! Realmente foi pena não teres podido estar connosco mas isso foi só fisicamente pois nós os teus amigos não deixámos de falar em ti, tanto eu como a Natália e o Eduardo Aleixo. Vou continuar com estes relatos até ter as fotos em meu poder. Quando as tiver vai ser bem divertido legendar cada uma delas porque em cada uma delas vai estar gravado um dos imensos momentos de boa disposição que ocorreram no Sábado.
BEIJO GRANDE
manu a 15 de Fevereiro de 2010 às 02:00

Eu já comentei sobre a festa num outro lugar, mas não resisto a deixar aqui também a minha
opinião. Sinceramente se algum dia passasse por algo semelhante quereria muito ter amigos
como o Paulo e como a Ausenda, os dois ajudaram muito à festa, um com a sua inegualável boa
disposição e a amiga com o seu prefácio excelente. A mim que estava nervosa, calhou-me
ler um poema belo, juro que nem sei como fui capaz, é certo que leio os meus em sessões
de poesia, mas leio em casa primeiro, agora sem ter lido, não foi fácil, ah! mas estou feliz
com a minha ousadia, pena teria agora se não o tivesse feito.
Está de parabéns pelo Livro, pelos poemas que são uma beleza, e nós orgulhamo-nos por ser nossso amigo. Falo por todos os amigos. Sou assim despachada, quem me conhece sabe.

beijinhos a todos
da rosafgo
rosafogo a 15 de Fevereiro de 2010 às 00:49

Olá Rosafogo! Realmente o Paulo é uma pessoa muito bem humorada e depois de passar aquele nervosismo inicial só podia mesmo dar em toda aquela festa de risos, sorrisos e gargalhadas. Foi tão divertido que ninguém deu pelo tempo passar e desde que o Paulo Afonso Ramos deu início à sessão até ao momento em que terminei a minha intervenção passou mais de hora e meia. Já o disse mas volto a reafirmar, foi uma experiência nova mas muito gratificante ter ouvido os meus poemas serem ditos por outras pessoas e a amiga esteve muito bem. Obrigado pela presença e por ter lido para a plateia. Beijos
manu a 15 de Fevereiro de 2010 às 02:08

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