Aqui vai-se falar da cultura em geral De música e literatura em particular

15
Fev 10

Antes de continuar com o resumo do que se passou no Sábado, na sessão de apresentação do meu primeiro livro, quero fazer aqui um parêntesis para falar sobre as crianças que estiveram presentes.

No início da sessão estavam os meus três sobrinhos; o João Carlos, 13 anos, o Diogo Filipe, 9 anos e a Márcia, 5 anos; os meus dois sobrinhos emprestados (filhos do Paulo Santos); o Paulo Guilherme, 12 anos e a Isabel, 8 anos; e a neta de um casal amigo. A meio da sessão chegou ainda um colega de profissão com as suas duas filhas. E mais não estiveram presentes porque os pais também não apareceram.

Em outras sessões onde tenho marcado presença, são precisamente as crianças o verdadeiro barómetro dos eventos. Quando existe boa disposição por parte dos adultos e se ouvem risos ou, como foi o caso, fartas gargalhadas, as crianças tendem a prestar atenção ao que se está a passar porque também querem rir. Quando esse ambiente não se proporciona as crianças começam a ficar maçadas e fazem questão de o fazer notar.

No sábado passado as crianças foram quem mais se divertiu porque também elas percebiam quando o momento era propicio à gargalhada e todos sabem como é gostoso ouvir as gargalhada da criançada.

Feita esta observação passemos adiante.

 

Tendo finalmente percebido que aqui o autor não ía por nada neste mundo ficar nervoso, bem pelo contrário, o Paulo Afonso Ramos lá deu a mão à palmatória e passou-me o microfone que eu dispensei, afinal de contas a sala até tem uma boa acústica e o pessoal estava atento, bastou falar com calma e clareza.

Depois de agradecer a presença de todos os que disseram que íam aparecer e apareceram fiz questão de informar que apesar de não existir nenhuma dedicatória escrita no livro, este é dedicado ao meu pai, que se fosse vivo teria comemorado 69 anos de idade no passado dia 8 de Fevereiro e à minha mãe que estava presente na sala e já tinha aberto as torneiras da emotividade, não só pelas palavras que o Paulo Santos lhe dedicou e pelo poema que lhe li mas também pelo facto de ser para ela um motivo de satisfação muito grande estar rodeada pelos filhos, netos e amigos que são, contra as agruras da vida, a sua própria construção. Não foi fácil para uma nortenha sem instrução ficar viúva, com três filhos menores para criar ( eu com 7 anos e as minhas irmãs com 4 e 1 ano respectivamente) e fazer com que cada um deles se encaminhasse na vida passando ao lado das tentações a que muitos não resistem. 

Depois desta informação comecei a falar sobre algumas das pessoas que estavam presentes e que me marcaram em momentos específicos da vida. E a primeira só podia ser a minha professora primária; a "menina Odete" como nós a tratávamos. Também lhe atribui responsabilidade pelo momento que estava  viver pois foi ela que me ensinou a juntar as letras e a formar as palavras dando o sentido às frases que nos dias de hoje são os versos dos meus poemas. Foi muito gratificante sentir a emoção desta senhora, que era uma recém licenciada aquando da minha instrução primária, e o orgulho estampado no seu rosto ao presenciar um momento importante de um dos seus primeiros alunos. Aqui faço uma nota de rodapé para dizer que a "menina Odete" foi a primeira pessoa a tratar-me por Lomelino; ainda no sábado o fez.

Depois foi a vez de falar de um casal, por quem tenho um carinho e um respeito enormes, que me acompanhou num dos momentos mais difíceis da minha vida como adulto e que incondicionalmente me disponibilizaram os seus ombros amigos e não me deixaram cair quando a minha mãe (a minha fragilidade) esteve gravemente doente por negligência de um médico de familia. Devo dizer aqui que durante o evento não expliquei as razões do que estava a dizer para não quebrar o ambiente mágico que estavamos a viver mas os visados sabiam bem do que falava. Ficou pelo menos um agradecimento público que nunca tinha tido oportunidade de fazer. 

publicado por manu às 02:10
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Emanuel,

Tens razão... foi um momento mágico do príncipio ao fim...

Há quem tenha ficado submersa durante uns segundos.... eheheheheh


beijos grandes

Amigo mereces
Breizh da Viken a 15 de Fevereiro de 2010 às 15:35

Olá Poetamorrente! Acho que a palavra é mesmo essa... Houve magia desde o primeiro ao último momento e quem compareceu deu o tempo por bem empregue. Beijos
manu a 15 de Fevereiro de 2010 às 17:29

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