Aqui vai-se falar da cultura em geral De música e literatura em particular

18
Fev 10

Pois é amigos e amigas, já passaram quase seis dias sobre o lançamento do AMADOR DO VERSO e tem sido muito interessante ouvir as opiniões das pessoas sobre o livro.

É evidente que para aqueles que me conhecem desde criança (e não estou a falar só dos familiares) é difícil não falar com a emoção à flor da pele. Afinal de contas, para muitos sou como um filho e este livro é para eles motivo de orgulho. É perfeitamente compreensível que quem andou comigo ao colo e agora presencia este meu momento não consiga distanciar o coração da razão e me esteja a elevar aos céus e a verter algumas lágrimas de orgulho e emoção.

Mas não é sobre as opiniões dos que me são mais próximos e chegados que quero falar hoje. Vou falar das opiniões daqueles que, mesmo podendo dizer que me conhecem, foram apanhados de surpresa pelo lançamento do meu livro. Para muitos foi quase um choque ficarem a saber que escrevo poesia, mais ainda, que editei o meu primeiro livro de poesia. Houve quem me tivesse dito que nunca na vida pensara que iria conhecer um poeta, muito menos editado. Sinceramente, não sei se isto me foi dito em jeito de elogio!!!!

Entre felicitações e desejos de muita sorte nesta minha caminhada, há uma história que me foi contada hoje que me deixa orgulhoso e a pensar que só por causa deste episódio já valeu a pena ter editado este livro. Passo a contá-la:

O filho do Paulo Santos (o meu amigo que apresentou o AMADOR DO VERSO) é um fanático do skate e fica muito aborrecido quando não pode praticar esta modalidade, pois bem, nos últimos dias o Paulão (assim é conhecido) passou praticamente os seus tempos livres a ler o meu livro em voz alta por toda a casa esquecendo-se por completo da sua paixão. Digam lá se não devo sentir-me nas nuvens ao saber que tenho um leitor desta estirpe. Mais não seja o meu livro está a criar hábitos de leitura numa criança. Só por isto acho que valeu a pena todo este processo.

Em relação aos comentários que me têm sido feitos parece que existe um consenso generalizado sobre a qualidade do prefácio que a minha querida amiga AUSENDA HILÁRIO escreveu. E nunca me cansarei de repetir que este prefácio para além de muito honrar o autor veio engrandecer o AMADOR DO VERSO.

Para quem ainda não teve oportunidade de ler aqui fica a pérola que a AUSENDA HILÁRIO escreveu.

 

Os caminhos cruzam-se quando as palavras se amam e nesse encontro, intuitiva e inevitavelmente, nasce sempre algo que cria raiz, raiz que em cada pulsar de segundo se torna mais forte, segura, prosperando em tantos sentidos, que outros caminhos se vão abrindo, multiplicando as palavras, os afectos e as vontades.

 

Foi este caminho, o certo, da minha amizade com o autor e foi esta a gestação do "AMADOR DO VERSO" agora nascido.

 

"AMADOR DO VERSO" e EMANUEL LOMELINO fundem-se num sentir uno, na sua escrita racional e táctil, de ausência de silêncios, onde a realidade das suas vivências e sentimentos é transportada para a poesia que, impulsivamente escreve, tornando-a espelho da sua própria alma, tão diáfana que através dela descobrimos o carácter indulgente, auto-disciplinado e confiante, do seu autor.

 

"em cada poema que faço acrescento mais um elo

numa corrente que sou eu, assim me apresento

em cada poema que escrevo ganho mais alento

sigo a ser o que era, nem mais feio nem mais belo"

 

"... o poeta é um fingidor" (Fernando Pessoa) raramente se apõe na leitura dos poemas do Emanuel, onde ele não se transforma no sujeito poético, mas sim se revela nele próprio, numa corrente translúcida da sua impulsividade emocional, das suas revoltas e frustrações, da sua alegria e determinação e da sua capacidade de se dar à poesia, num dizer singelo e genuíno!

 

"AMADOR DO VERSO" é o compasso das batidas do coração do Emanuel Lomelino, onde a folha de papel e a pena, não são mais que instrumentos do registo do seu palpitar.

 

Não sei se será relevante dizer a todos os leitores do "AMADOR DO VERSO" que a nossa amizade na altura em que escrevo estas palavras, ainda se mantém apenas virtual, sustentada por essa imensa ponte que é a blogosfera, e registo, o quanto me senti honrada com o convite, mesmo não o merecendo e pressentindo não estar à altura.

 

Seja este, mais um caminhar de ti e da tua poesia, a ambos, todo o meu carinho!

 

                                                                                    AUSENDA HILÁRIO

                                                                     Faro, 12 de Janeiro de 2010

 

Peço a todos os que por aqui passarem e lerem este belíssimo prefácio, que deixem um comentário ao mesmo e digam se tenho ou não razão quando afirmo que um prefácio assim só honra o autor e engrandece o livro. 

publicado por manu às 23:30
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Olá Manu,

Eu já o fiz à Ausenda mas deixo aqui novamente... sim está sublime! Além de enriquecer o Amador do Verso denota-se que a Ausenda nutre o grande carinho e estima pela tua escrita... Que não é de admirar pois é de facto muito boa!
Os amigos servem para isso mesmo para nos louvarem nos momentos precisos... a meu ver a Ausenda fê-lo no exacto momento e a ti fica-te muito bem fazê-lo agora...

PARABÉNS AUSENDA e a ti também AMADORDOVERSO

beijos grandes aos dois

Breizh da Viken a 20 de Fevereiro de 2010 às 07:15

Olá Breizh! E mais uma vez me deixam sem palavras... Beijos
manu a 21 de Fevereiro de 2010 às 00:03

As vezes que eu já elogiei o belo texto da Asenda! Mas não me canso de o fazer. Porque é um texto de grande qualidade, como tudo o que, aliás, ela escreve.
Além disso sente-se que foi escrito com amizade.
Amizade que liga o autor à Ausenda e a que eu - ousadamente - me junto, porque não quero ficar de fora deste sentimento que nutro pelos dois.
E pronto. Já disse tudo.
Só há um segredo que ela, a Moura , jamais saberá: o conteúdo da conversa marinha, com cantigas de búzio, que sobre ela tiveram, antes da apresentação do livro, o ilustre autor do livro e este vosso amigo.
Eduardo
Eduardo Aleixo a 25 de Fevereiro de 2010 às 18:32

Poeta Eduardo Aleixo! Mais palavras para quê? Se somos tantos a gostar da Ausenda alguma qualidade ela deve ter. Abraço grande.
manu a 25 de Fevereiro de 2010 às 19:15

Olha que dois...! É só conspiração!!!!!!!!!!!!!!!

E eu aqui indefesa!

Beijos (muitos)

Há mais envolvidos na conspiração! BEIJO GRANDE
manu a 26 de Fevereiro de 2010 às 01:03

Amigo Emanuel,

Resolvi tirar "folga" de meu quarto, para vir até cá cima, ao PC, para antes de mais lhe agradecer o carinho, a Amizade que teve para comigo no envio de seu livro. Acredite que me sinto muito honrado com seu gesto.
Já vi todas as fotos, e me pareceram muito felizes neste seu evento, pelo que só poderá ter corrido bem. Fico muito feliz por isso.
Quanto ao livro, página a página vou lendo e aprendendo consigo. Mais uma vez, muito obrigado e que este seja o início de muitos e bons livros.

Grande Abraço
Alex
inoutyou a 27 de Fevereiro de 2010 às 12:39

Amigo Alex! Em primeiro lugar quero expressar o meu desejo que a nível de saúde tudo lhe esteja a correr melhor. Quanto ao evento, é como diz, todo o mundo se divertiu bastante e as fotos provam isso mesmo. Em relação ao livro só posso ficar contente pela forma como tem sido recebido e como quem o lê o tem divulgado. Com leitores tão generosos é bem mais fácil fazer passar a mensagem. Forte abraço e continuação de boas leituras.
manu a 27 de Fevereiro de 2010 às 22:17


O Amigo merece e mais uma vez quero lhe desejar muito sucesso

Grande abraço
Alex

Obrigado. Forte abraço.
manu a 2 de Março de 2010 às 00:42

Bem estou sem palavras, só hoje tive oportunidade de vir ver e como sempre o amigo
expõe tudo de um modo que me prende a mim e aos outros amigos concerteza, alé de estarem
óptimas as fotos, também têm uma sequência tal que a pessoa consegue reviver cada instante
do bonito evento que foi o lançamento do «Amador do Verso». Eu só quero dizer que fiquei encantada e fico feliz que tudo tenha sido como o amigo merece.
Também à nossa querida Ausenda quero dizer que achei maravilhoso o prefácio, e deixar-lhe
um beijinho.
Para o amigo Manu, apenas que não esqueça de avisar, que eu quero muito que Deus me deixe
estar presente no próximo.

Abraço com muito carinho
natalia nuno

rosafogo a 8 de Março de 2010 às 01:13

Olá Rosafogo! Tentei dar uma sequência o mais aproximado possível do que aconteceu na realidade. Quanto ao próximo, tal como disse na altura, já existe mas vamos esperar que este seja digerido. É claro que está desde já convidada. Abraço.
manu a 8 de Março de 2010 às 20:35

Manu, confesso que só agora li o prefácio da Ausenda... mas é, efectivamente, um belíssimo prefácio! E eu que fiquei de roda dos slides, não fosse acontecer-me o que me aconteceu na 2ª feira... eu conto! Fui ao hospital e, junto do meu médico, está sempre um médico estagiário. Dessa vez era uma jovem médica que eu achei logo uma simpatia... a consulta foi seguindo o seu rumo e eu sempre a achar a pequena muito simpática... e tudo estaria muito bem se ficasse por aqui... mas não ficou. À saída despedi-me dos dois médicos - o meu e a jovem estagiária - e lá venho eu por ali fora, toda contente por me poder "raspar" do hospital, quando ouvi uma vozinha tímida atrás de mim:
- Desculpe. Esqueceu-se deste papel... e não me conhece? Eu sou a filha da X...
Devo ter ficado azul! A X é minha amiga há muitos anos e eu conheço aquela jovem desde os seus tempos do secundário. Mas não a identifiquei! Claro que pedi imensa desculpa, blá,blá, blá... que sou muito distraída e coisas que tais... mas senti-me uma perfeita extra terrestre!
Horas depois tinha a X a ligar-me para o telemóvel para se certificar de que eu não tinha tido alguma "coisinha má"...
"Isto" sou eu, Manu... o melhor é estar preparado :))
Abraço grande e parabéns à Ausenda pela forma inteligente e brilhante de prefaciar o Amador do Verso!

Olá poetisa! Então o que dizer de mim, pois a maior parte das vezes ando com a cabeça noutro lugar, passo por gente conhecida e nem ai nem ui. Passo mesmo ao lado e nem as vejo. Os que me conhecem melhor já não estranham, mas os outros...
Algumas pessoas têm-me perguntado sobre o que gosto mais neste AMADOR DO VERSO e a primeira coisa que falo é precisamente deste prefácio. Quando o li pela primeira vez arrepiei-me. A Ausenda escreve que é uma barbaridade mas mesmo sabendo disso nunca esperei um texto assim. Sei que começo a ficar repetitivo mas a verdade é que um texto destes só honra o autor e engrandece a obra.
Abraço.
manu a 12 de Março de 2010 às 01:58

Caramba! Agora consegui ver as fotos!!! Deve ser milagre, mas é um facto! :)

Elas têm estado aqui.
manu a 12 de Março de 2010 às 23:34

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