Os que melhor me conhecem e lidam comigo quase diariamente sabem que basta uma palavra, um acontecimento ou uma imagem para esta minha mente entrar num corrupio de pensamentos para em seguida surgirem as ideias mais inesperadas; como naquele jogo em que alguém diz uma palavra e logo outro tem de dizer uma relacionada (exemplo: azul - céu - estrelas - noite...). A minha cabeça funciona um pouco assim; por associação de ideias. À primeira vista, e para quem não me conhece ou tem um relacionamento mais superficial comigo, isto que acabo de revelar pode parecer um pouco estranho, havendo talvez quem lhe chame insanidade. Mas as coisas são como são e é assim, através deste processo, que me surgem as melhores ideias. Serve esta pequena introdução para que possam entender o que adiante passo a relatar:
Nos últimos dias tenho recebido alguns mails de pessoas que se queixam de não estarem a encontrar o meu livro nas livrarias e a minha resposta é, invariavelmente, esta: existe uma boa possibilidade do livro estar esgotado mas podem fazer a reserva pois a editora tem um acordo com as livrarias que permite uma resposta rápida a este género de solicitações. Sejamos francos; ninguém estaria à espera que a editora colocasse um número considerável de exemplares nas livrarias, ainda para mais de uma primeira obra (afinal de contas não sou um best-seller).
Devido a estes mails tive de tentar desbloquear a situação e perante o pouco tempo livre que o trabalho me deixa comecei a fazer contas à vida e a ter aqueles pensamentos que todos nós temos maldizendo a sorte, vociferando contra o destino e lamentando-me por nunca ter tido a chance de poder trabalhar em algo que me realizasse pessoalmente. Os poucos momentos em que posso afirmar estar em sintonia comigo mesmo é quando estou a ler ou a escrever. Inclusive, num dia de trabalho, a única hora que realmente me satisfaz é a de almoço, não pelo repasto mas por poder ler um pouco (todos os dias levo um livro comigo). O resto do dia é vivido numa ansiedade tremenda para chegar a casa e fechar-me no meu mundo ideal; o dos livros e da escrita.
Sabendo que nem todos têm a sorte de exercer uma profissão de acordo com o que se gosta de fazer, lá vou aproveitando os meus limitados tempos livres para me realizar; leio os meus livros, escrevo os meus poemas e faço um trabalho de divulgação de poesia em língua portuguesa num espaço que criei no blogger no início do ano. Perante a boa aceitação que o TOCA A ESCREVER tem sido alvo ( não em comentários mas em visitas) e tendo em conta que este blogue tem estado um pouco parado ( há muito que não consigo fazer aqui as habituais sugestões literárias) decidi revitalizar este espaço através de algumas iniciativas que pretendo levar a bom porto ( assim me permitam o tempo e a disponibilidade financeira).
Assim sendo e porque este post já vai longo, deixo aqui o aviso à navegação que apartir do próximo fim de semana e com periodicidade mensal, realizarei neste blogue alguns passatempos havendo livros (não só o meu) para oferecer. Como em tudo na vida, também nestes passatempos existirão regras que a seu tempo divulgarei, no entanto, há uma que é imperioso deixar desde já expressa, os participantes terão de residir em território português.
Espero que com o passar do tempo alguns autores e/ou editoras se juntem a este meu projecto e contribuam nesta minha tentativa de estimular o gosto pela literatura em língua portuguesa.
Já agora espalhem a palavra e venham participar.
