Aqui vai-se falar da cultura em geral De música e literatura em particular

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Mai 09

Já há algum tempo que não escrevia sobre os livros que tenho estado a ler. O volume de trabalho tem-me limitado o tempo mas agora, que tudo parece voltar à normalidade, vou aproveitar este fim de semana prolongado para fazer algumas sugestões. Hoje tenho três livros de poesia e um romance.

Quem acompanha estes meus textos sabe que, para mim, a Relógio D'Água tem uma excelente colecção de poesia. Sendo assim, não é de estranhar que dois dos livros sejam desta editora.

 

O primeiro intitula-se Os poemas e é um exemplar que recomendo vivamente, não só pelo conteúdo poético mas também pelo prefácio e pelas notas que acompanham esta obra do grego Konstandinos Kavafis. Tal como em outros livros de autores não lusófonos, a Relógio D'Água incluí a versão original de cada poema ( já o disse e repito; uma mais valia nesta colecção). Este poeta grego dos finais do séc. XIX, príncipio do séc. XX, revela-se por ser um autor à boa maneira da Grécia antiga, o mesmo é dizer que escreve sobre as situações e personagens dos clássicos gregos. São 466 páginas de poemas sobre factos históricos que enriquecem qualquer biblioteca.

 

O segundo livro que vos recomendo é Antologia poética de Carlos Drummond de Andrade. Este livro e autor dispensam qualquer apresentação. Apenas vos digo que, até vir ter às minhas mãos, este exemplar da poesia brasileira andou a viajar entre Coimbra Lisboa qual Ulisses a caminho de Ítaca. Acho que não escolhi mal a minha PRIMEIRA compra on line. São 125 páginas de boa poesia.

 

Quem acompanha os meus blogs com regularidade já sabe da existência desta próxima sugestão e de um episódio em particular que envolve Poesias completas de Alexandre O'Neill da editora Assírio & Alvim. Eis mais um dos livros indispensáveis cujo autor não necessita apresentação e cuja qualidade da poesia é garantida mesmo de olhos fechados. São 529 páginas de cultura portuguesa de um autor sem papas na língua.

 

A minha última sugestão é um romance de um autor que é best-seller em Portugal mas simultaneamente é acusado de atingir o volume de vendas que atinge por ser figura pública mediática Falo de A vida num sopro de José Rodrigues dos Santos publicado pela Gradiva. Sobre as acusações que este jornalista é alvo por parte da crítica literária deixarei a minha opinião para um outro post que brevemente colocarei neste blog.

Sobre este livro devo apenas dizer que é uma história, como muitas outras, passada no tempo da ditadura e que nos dá a nós, gerações mais novas?!!, uma perspectiva do que foi viver nessa época na peninsula ibérica. São 611 páginas que se lêem num folgo.

 

Boas leituras 

publicado por manu às 17:24
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Estava á espera há algim tempo das suas sugestões e agora que surgiram fiquei feliz, porque de todos eles apenas não possuo o grego . A Vida num sopro foi-me oferecido há pouco pela minha filha mais velha ainda não li, mas tenho a Filha do Capitão que li neste Inverno e que foi o meu marido que me ofereceu no Natal.
Tenho muitos livros de poesia quase todos lidos.
No momento estou a ler o Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafon, deste também já li a Sombra do Vento e recomendo.
Aproveitei a gastar uns euros na Feira do Livro o ano passado e fiz boas compras, até lhe poderia falar de alguns mas estou na aldeia e de memória já é para mim difícil lembrar-me.

Um abraço
rosafogo a 1 de Maio de 2009 às 20:15

Olá rosafogo! Lá consegui arranjar um tempinho para voltar a falar de livros. Para lhe ser franco, não sei de onde veio este meu gosto pela leitura, sou filho de um casal sem hábito de leitura, os livros só apareceram em casa por minha iniciativa. Embora escreva poemas há muito tempo, os livros do género só os comecei a ler muito mais tarde na vida. Sou um fã incondicional de romances históricos e de há um ano para cá tenho-me focado nos autores de Leste e tenho descoberto pérolas como Sandor Márai. No entanto, considero-me eclético nos meus hábitos literários, leio de tudo um pouco, poesia, romances (convencionais ou históricos), ensaios e biografias. Neste momento estou a ler um ensaio sobre os livros que são considerados indespensáveis quando se fala em literatura universal europeia. Mas ainda tenho uns 20 em espera. Por mais que me dedique à leitura, parece que nunca consigo pô-la em dia. Beijo
manu a 1 de Maio de 2009 às 20:51


Amigo Emanuel,

Isso é que é ler até mais não...Nota-se que é uma pessoa interessada e com boa capacidade de divulgação de leitura.

Meus Parabéns pelo seu interesse.

Abraço
Alex
inoutyou a 2 de Maio de 2009 às 19:44

Amigo Alex! Só a falta de tempo me impede de ser ainda mais bibliógrafo. Ler é aprender. Abraço.
manu a 2 de Maio de 2009 às 20:08


Amigo Emanuel

Acredite que lhe admiro muito essa sua faceta. Minhas leituras têm sido mais sobre livros técnicos (ossos do ofício), mas virá seu tempo em que humildemente tentarei ler mais, grandes autores.

Abraço
Alex

Olhe... eu também já li livros técnicos (não há muitos) sobre como montar tectos falsos.Na minha profissão aprende-se mais com a prática, os manuais não nos explicam os problemas que encontramos no terreno. Abraço.
manu a 2 de Maio de 2009 às 21:32


Como o compreendo Emanuel. Devem ser menos "chatos" do que "qualidade para aqui, qualidade para acolá, auditorias, etc, etc...". Mas temos de nos aguentar, não é mesmo??

Abraço Amigo
Alex

Ossos dos ofícios. Abraço.
manu a 2 de Maio de 2009 às 23:19

Manu

Ando cheia de trabalho e há dias que ando para vir aqui. Espreitei-te por alto e vi logo que havia aqui alguma coisa que me agradava, mas eu até tenho algum receio de vir ver as tuas sugestões, pois fico sempre de uma certa forma nostalgica, pois cada vez tenho menos tempo para ler. Ando há 15 dias a ler "Na praia de Checil" de Ian Mcewan, um livro com cento e tal páginas e ainda não cheguei ao fim. Vergonha não é? A outra razão do meu sentimento nostálgico é o dinheirinho para os comprar que anda um pouco (muito) escasso. Mas digo-te que a Antologia poética de Carlos Drummond de Andrade e Poesias completas de Alexandre O'Neill são duas compritas que tenho de fazer urgentemente!
Todas as outras sugestões feitas por ti, são optimas! Haja tempo para a leitura!

Beijo maior

Utopia das Palavras a 6 de Maio de 2009 às 00:00

Olá Ausenda! Desde que me lembro sou bastante disciplinado no que diz respeito à leitura. Faço sempre por ler pelo menos um capítulo por dia. Por vezes a pachorra não é muita, mas também para esse mal tenho um método. Normalmente leio dois livros em simultâneo, um mais leve para esses momentos de menor vontade (poesia ou romances históricos) e um outro que requer uma atenção mais redobrada ( ensaios, biografias ou clássicos da literatura).
Compreendo perfeitamente essa questão dos meios pois por vezes vejo livros que me interessam mas a exorbitância que pedem faz com que não o compre de imediato. Talvez por não ter a totalidade dos encargos que a maioria tem ( vantagem de se ser solteiro e sem filhos) consigo disponibilizar uma verba mensal para enriquecer a minha biblioteca pessoal, que já conta com mais de 600 titulos. E estou apenas a falar de literatura... Beijo grande
manu a 6 de Maio de 2009 às 17:40

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