Aqui vai-se falar da cultura em geral De música e literatura em particular

25
Mai 09

Debrucei-me à janela do silêncio

A ver passar o tempo, rei antigo

Que vai nu entre os novos cortesãos.

E poeta que sou - doido, portanto -

Não resisti, gritei, quebrei o encanto,

E assim me desgracei por minhas mãos.

 

O rei não se vestiu,

Ninguém me acreditou,

E a pura consciência do que fiz

Alarga mais ainda a solidão

Por detrás da janela, onde, infeliz,

Fiquei a olhar ao longe a procissão.

 

Miguel Torga - Poesia completa - volume II

 

publicado por manu às 19:26
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Maio 2009
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