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Jan 13


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Out 09

No passado dia 24 fui confrontado com um dilema, a existência de três sessões de lançamento de livros de poesia. A qual dos eventos desse dia eu deveria marcar presença? Se, por um lado, no Auditório do Campo Grande iam ser apresentados dois novos livros de poesia, pela "Temas originais", na livraria do cinema King (perto da Av. de Roma, junto à linha do comboio) ia realizar-se a apresentação do livro "As palavras são de água" do poeta Eduardo Aleixo, cujo trabalho tenho acompanhado e cujo blogue tenho adicionado no meu espaço do blogspot . Resolvi marcar presença no último, e o argumento desequilibrador foi o facto de desconhecer onde poderia adquirir, mais tarde, o livro editado pela "Chiado Editora", ao passo que os livros da "Temas originais" estão à venda em várias livrarias que costumo frequentar.

Devo confessar aqui que desconhecia em absoluto a existência de uma livraria dentro das instalações do cinema King, mas também nunca foi um cinema que tenha frequentado. O espaço revelou-se uma surpresa, pela positiva, e o aproveitamento que a "Chiado Editora" fez desse espaço está bem conseguido.

Mas passemos ao relato do evento:

Com uma sala cheia de amigos ( nem todos arranjaram lugar para se sentar) o poeta Eduardo Aleixo sentiu-se em casa. Sem perder o sorriso , lá foi parando aqui e ali para cumprimentar todos os presentes e dar dois dedos de conversa, inclusive com este vosso amigo que nunca tinha trocado uma só palavra com o poeta.

Aqui abro um parêntesis para dizer que ter começado a frequentar este género de eventos tem-me permitido ganhar um maior conforto e segurança ao contactar com os autores e poetas. Convenhamos que pode ser intimidante estar numa sala onde praticamente todos se conhecem e sermos o único estranho a marcar presença. Mas a poesia tem também o dom de eliminar inibições e a cada evento destes sinto-me mais à vontade.

Dizia eu... que foi num ambiente acolhedor que se deu início à apresentação do livro "As palavras são de água".  O primeiro a falar foi o representante da "Chiado Editora", Gonçalo Martins, que explicou um pouco da história da editora, da aquisição e beneficiação do espaço e das razões e peripécias que levaram à edição deste livro de poesia.

O segundo orador da tarde, Pedro Martins, amigo de longa data do poeta, leu-nos um texto delicioso e cheio de humor que podem ler aqui, provocando algumas gargalhadas e boa disposição.

Seguiu-se o discurso do poeta Eduardo Aleixo, que começou por agradecer a presença de todos não se esquecendo, bem pelo contrário, de fazer uma referência à blogosfera onde delegou grande responsabilidade pelo facto de estar nesse momento a ver um livro seu a ser editado. Falou, também, um pouco sobre o seu percurso como poeta e da sua percepção da poesia e terminou declamando alguns dos poemas que compõem o livro.

Deixo-vos aqui algumas fotos do evento, tiradas pela esposa do autor, e que o poeta Eduardo Aleixo, a quem agradeço publicamente, teve a amabilidade de me enviar.Olhem eu lá ao fundo a ler alguns dos poemas do livro. Acho que esta foto revela bem a forma descontraída como hoje em dia me sinto neste género de eventos. O resto do pessoal parecia estar mais tenso que eu.

À espera de um autografo. A imagem pode enganar... os outros é que são baixos.

 O poeta Eduardo Aleixo a escrever "Ao Manu, com amizade. Tive gosto em vê-lo. Um abraço. Lisboa 24/10/2009"

E no final mais uma troca de impressões tendo como tema base a poesia.

 

Para finalizar este meu artigo de hoje resta-me falar do livro "As palavras são de água", cuja imagem, com pena minha, não consegui colocar aqui. 

O livro está dividido em cinco partes, digamos, temáticas.

A primeira, intitulada "Das palavras", começa com o poema que dá nome ao livro e são alguns poemas em que a palavra é o objecto cuja descrição varia de poema em poema.

A segunda parte "Do amor" revela o lado romântico e sentimental do Eduardo Aleixo, não só pela sua cara metade mas também pelo mundo, pela vida e pela liberdade.

A terceira parte "Dos caminhos do silêncio" é uma passagem pelo ser mais introspectivo e contemplativo, onde a natureza tem lugar de destaque e o homem toma conhecimento da beleza do real.

A quarta parte "Do social e da utopia" é um outro olhar sobre o mundo, mais cru e saudosista mas sem perder a esperança.

Na quinta parte "Da outra face" o poeta fala-nos sobre a vida e a morte fazendo uma ponte entre a origem e o fim. 

Este é um livro que se pode ler de um fôlego mas que tem o condão de nos fazer pensar, não só nas pequenas coisas da vida às quais damos pouco valor, mas também, nos assuntos que requerem de nós reflexões mais sérias e definitivas. 

Parabéns ao poeta Eduardo Aleixo por este belo exemplar de poesia. Venham mais. 

 

 

 

publicado por manu às 01:26
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