Aqui vai-se falar da cultura em geral De música e literatura em particular

25
Jan 13

Por norma - corrijam-me se estiver errado - fazer a apresentação de um livro de poesia é, por si só, uma tarefa árdua e díficil na qual com extrema facilidade nos podemos perder em análises supérfluas, fora de contexto ou exíguas de conteúdo, prejudicando não só o livro mas também o autor e criando falsas imagens a quem lê.

Não querendo cair nas armadilhas que atrás mencionei, julgo ser de todo preferível contornar possíveis exames individualizados deste ou daquele poema e centrar a minha atenção no todo, tanto mais que não possuo as credenciais necessárias para uma apresentação mais analítica e aprofundada.

Serve esta minha nota introdutória para explicar a forma que considero mais adequada para expor os meus pontos de vista sobre a poesia que ANA CASANOVA nos oferece neste seu mais recente trabalho.

 

Em NÓS ETERNOS, a poetisa dá continuidade ao que já conhecemos da sua escrita, na certeza de que este é apenas mais um passo no seu crescimento como autora e ciente dos muitos que ainda tem que dar ao longo do seu percurso. Penso não estar a cometer nenhuma heresia se disser que ANA CASANOVA tem, bem enraizado no seu âmago, a perfeita consciência dos caminhos que quer ver trilhados pela sua obra.

Neste novo livro, a autora volta a usar, como base da sua poesia, os seus valores morais, a sua experiência de vida, as suas dúvidas e certezas, os seus medos e ânsias, sem cair na tentação do discurso repetitivo; tantas vezes prejudicial aos criadores. Em cada um dos poemas é-nos dado observar os pensamentos que a habitam e são, no essencial, a sua realidade.

Quem acompanha a poesia de ANA CASANOVA, reconhece em NÓS ETERNOS, os traços fundamentais que caracterizam tanto a obra como a autora. Numa poesia curta e acessível mas sem o uso de formas simplistas ou desprovidas de sentido, encontramos a génese da autora, mulher, filha, mãe e amante, como se cada poema fosse uma peça de puzzle e o livro uma imagem, que nos oferece, de si própria. Assim, temos o discurso da poetisa segura e determinada, vemos a mulher sonhadora que tenta dismistificar utopias e com perseverança vai à conquista dos sonhos, temos as palavras da filha devota e agradecida, os conselhos da mãe babada e interessada e encontramos os desejos e a paixão da amante.

Aqui chegados, creio que seria despropositado e enfadonho desconstruir cada uma destas cinco personagens reais que caracterizam a poetisa, contudo, penso que vale a pena centrarmos as nossas atenções numa das vertentes: a mãe. Mais não seja, porque sei, com conhecimento de causa, da paixão e orgulho que, ANA CASANOVA, sente pelos seus dois filhos; CÉSAR e GONÇALO.

Posso afirmar, sem correr o risco de me enganar, que ambos são a razão primeira e grande fonte da sua inspiração. A provar o que acabei de dizer está o facto de, pela terceira vez (ou seja, em todos os livros), as ilustrações serem da autoria do CÉSAR, e de no passado dia 24 de Setembro, termos ouvido o pequeno GONÇALO dizer um dos poemas deste livro. Um belo momento que ficará na memória de todos os que assistiram e gravado a letras de ouro no coração da ANA CASANOVA, que viu assim um dos seus sonhos transformar-se em realidade. Ou como a própria diz num dos poemas do seu primeiro livro:

Deixem-me sonhar,

sonhar acordada

de olhos abertos,

sonhar que é verdade,

Tudo o que é mentira.

 

Deixem-me viver

o meu sonho acordada

deixem-me sonhar

que tudo é possível!

 

Abençoados sejam os sonhos que se tornam realidade!

 

Não quero terminar sem fazer referência ao titulo que acho, sem sombra de dúvida, o que melhor define o teor da mensagem transmitida pela poetisa. No fundo, e para quem ler com atenção, cada poema não é mais que um elo de ligação entre a autora e aqueles que lhe estão mais próximos (leitores incluídos).

Espero sinceramente que as minhas palavras nesta apresentação, mais que esclarecedoras do conteúdo deste NÓS ETERNOS, sejam catalizadoras da curiosidade dos leitores como se de um aperitivo se tratassem e que cada um encontre, não só neste livro mas também nos dois anteriores (DESABAFOS D’ALMA e DIALECTOS DA MEMÓRIA), os laços que vos une à autora.

Para finalizar, quero dizer que é para mim um orgulho e um tremendo privilégio ter no meu currículo esta apresentação, ainda para mais sendo longe do nosso circulo habitual mas bem dentro do sentimento de portugalidade.

Geneve, 8 de Outubro, 2011

 

 

 

 


23
Jan 13

SOBRE: UM CADERNO DE CAPA VERDE

Tenho uma forma muito própria de ler poesia que consiste em fazer uma primeira leitura rápida, quase de fôlego, e deixar que o cérebro apreenda alguns pormenores que, numa segunda leitura, me ajudarão a decifrar as mensagens dos poetas.

Após a primeira leitura de UM CADERNO DE CAPA VERDE, surgiu-me à memória uma frase que me foi dita, há muito tempo atrás, por um professor de antropologia: "para se entender uma cultura que nos é estranha, temos de nos abstrair de tudo aquilo que aprendemos durante a nossa aculturação."

Assim, vazio de ideias, conceitos e, até mesmo, preconceitos, dediquei a minha atenção à poesia deste livro e, verdade seja dita, o conselho do professor faz todo o sentido e resulta.

Seguindo este método, encontro logo no primeiro poema uma alusão a algo que, não sendo tão cristalino na primeira leitura, nada mais é que a constatação de uma verdade universal; cada leitor tem o seu próprio modo de ler e interpretar as palavras que o poeta escreve, não sendo certo que algum dos leitores o faça em sintonia com as verdadeiras intenções do poeta. Como autor, sei e subscrevo por inteiro este conceito.

Sem pretender fazer uma análise, poema por poema, o que se revelaria monótono e fora de propósito, mais não seja porque não sou, nem pretendo ser, crítico literário, gostaria de destacar também o segundo poema pela importância que terá no desenvolvimento de todo o corpo poético deste livro. Neste texto, o autor expõe-se perante o leitor como sendo um poeta-filósofo (aquele que sempre tem uma pergunta para cada resposta que encontra ou descobre), e simultâneamente um poeta-objecto (aquele que é instrumento da escrita e/ou escravo da palavra).

A pergunta que faço após a leitura dos dois primeiros poemas é a seguinte: É possível a convivência entre os dois seres poetas (poeta-filósofo, poeta-objecto) sem que a mensagem sofra mais influência de um em prejuízo do outro? No segundo poema esta simbiose parece funcionar e cada um dos seres poéticos pode ser identificado por uma palavra-chave.

Poeta-filósofo = branca/o

Poeta-objecto = palavra 

Assim temos o poeta-filósofo que anuncia o seu propósito «a minha vontade/ é branca antes da palavra escrita» e logo descobre a presença do poeta-objecto «(experiência de espanto)»

Embora o poeta-filósofo possa ser mais facilmente identificável existe uma pista importante para se reconhecer onde e quando o poeta-objecto aparece nos textos: os versos deslocados. Como que impelido pela força e desejos supremos das palavras, o poeta é "obrigado" a colocar as palavras onde elas querem ser colocadas. Afinal, em frente ao poeta está uma folha branca e as palavras escolhem o espaço que querem ocupar.

Avançando na leitura do livro, deparamos com as questões do poeta-filósofo derivadas da relação entre palavra e silêncio (não palavra) o que nos abre novas pistas para o que nos espera mais adiante, uma vez que a palavra é unidade imutável e imprescíndivel do livro e o silêncio (não palavra) nos é transmitido fazendo alusão a outra formas de arte para além da escrita; música, pintura, escultura e desporto.

Outro dos aspectos interessantes das reflexões do poeta-filósofo reside na utilização dos opostos. Tal como opõe palavra/silêncio(não palavra) também o faz com: vida/morte, sonho/entresonho, realidade/irrealidade, homem/natureza, entre outros.

No fundo, e numa análise geral e abrangente a todo o corpo poético deste livro, concluo que a existência simultânea entre o poeta-filósofo e o poeta-objecto não só é possível como é utilizada com mestria sendo que a junção dos dois revela-nos um terceiro ser poético: o poeta-artista (aquele que fazendo uso do conhecimento dos dois outros transforma a escrita numa arte maior).

Resumidamente, UM CADERNO DE CAPA VERDE é um livro em que o autor faz uso dos seus alter-egos (poeta-filósofo, poeta-objecto e poeta-artista) para através da escrita fazer arte tendo como denominador comum a palavra e todas as possibilidades que esta proporciona.

EMANUEL LOMELINO

CAMARATE, 17 Janeiro 2013

 

 

 

 

publicado por manu às 08:43

22
Jan 13


APRESENTAÇÃO DO LIVRO "ENCONTRO-ME NAS PALAVRAS" DE MARIA ANTONIETA OLIVEIRA

Normalmente e por experiência acumulada, quando me convidam para fazer a apresentação de um livro, tenho o hábito de, ao ler a obra, tentar encontrar os pontos de contacto entre o autor e a pessoa que lhe empresta o corpo.

E faço-o porque aqueles que escrevem raramente conseguem evitar que os seus textos sejam uma extensão de si próprios e como, em regra geral, conheço a pessoa por trás do autor, torna-se mais fácil para mim fazer uma análise global da obra, entender os discursos e o alcance das suas palavras.

Portanto, não é de estranhar que tenha procurado neste ENCONTRO-ME NAS PALAVRAS um pouco da Maria Antonieta, que conheço para lá da poesia.

No entanto, e apesar de ter detectado os pontos convergentes, fui confrontado com alguns aspectos que me obrigaram a um esforço extra de pesquisa, não só nesta obra, mas também no anterior trabalho da poetisa.

Se no seu livro de estreia, GALERIA DE AFECTOS, a autora nos presenteou com textos que escreveu ao longo da vida, isto é, seleccionou alguns poemas dos muitos que foi escrevendo quando ainda nem sonhava editar; neste novo trabalho já nos apresenta uma linha poética mais pensada sendo evidente o cuidado que emprestou na criação de cada um dos poemas que compõem este ENCONTRO-ME NAS PALAVRAS.

Numa primeira análise, o meu comentário anterior, onde faço a comparação entre os dois livros, pode indiciar uma mudança radical na forma de escrever da autora. Nada mais errado.

Desenganem-se aqueles que pensam poder vir encontrar neste novo livro grandes alterações estilísticas, temáticas ou uma transformação substancial na poética da Maria Antonieta. 

Como muito bem refere a prefaciadora desta obra, estamos na presença de uma poetisa que apesar de ser multifacetada vai demonstrar sempre um grande espírito de entrega em cada uma das suas criações e nunca se sentirá satisfeita com o resultado final de cada poema.

Talvez por isso não seja de estranhar o facto de alguns temas abordados no primeiro livro ganharem uma nova dimensão e tratamento, quiçá uma outra roupagem, neste mais recente trabalho.

Dou-vos como exemplo do que digo o poema “Em tudo te encontro” que, na minha modesta forma de ver, nada mais é do que a continuidade, ou até mesmo, o melhoramento do poema “Querer”, que aparece no primeiro livro.

Ao fazer a comparação entre estes dois poemas podemos verificar a existência da insatisfação atrás mencionada e a tentativa de aproximar o resultado final da perfeição.

Quanto a mim, este acto de reescrever ou criar novas versões dos poemas é um sinal claro e evidente da evolução da autora e revela o grau de consciência e maturidade que o tempo lhe outorgou.

Através destes dois poemas, mas não só, também é possível confirmar a ligação quase umbilical da autora às temáticas associadas aos sentimentos humanos e à natureza.

Aliás, uma das principais características da poesia da Maria Antonieta é precisamente a utilização de elementos da natureza para exprimir sentimentos.

Por outro lado, mas de forma mais vincada neste ENCONTRO-ME NAS PALAVRAS, esses elementos da natureza são acessórios fundamentais na demonstração de sentir poético chegando por vezes a aparecer em substituição dos próprios sentimentos.

Encontramos com alguma frequência o elemento àgua associado à vida e ao amor e o deserto como indicador de distância e saudade.

Baseando-nos neste aspecto da escrita da Maria Antonieta, poder-se-á dizer que estamos perante uma poesia com enorme carga imagética.

Tal como diz Natália Canais Nuno no prefácio deste livro, Maria Antonieta é uma poetisa que tanto nos dá poemas de exortação à vida como nos presenteia com textos sofridos e até mesmo dolorosos.

Aqui chegados, convém dizer que esta dualidade temática é outra das marcas características da poesia da Maria Antonieta.

Num momento é-nos dado um poema exultante, alegre e apaixonado para no instante seguinte nos depararmos com um poema chorado, triste e magoado.

Atrevo-me mesmo a dizer que a poetisa, no seu exercício de escrita, tenta dar-nos as duas faces da mesma moeda não se refugiando apenas num dos lados da vida, tomando partido em detrimento do outro, e deste modo dá a cada um dos seus poemas um cunho de humanidade.

Bem vistas as coisas, todos nós vivemos momentos bons e maus, rejubilamos com os encontros e sofremos com as partidas, rimos das alegrias e choramos das tristezas, enfim, somos humanos e vivemos de opostos.

Posto isto, e sem correr o risco de cair em frases feitas circunstanciais, que a minha amizade com a autora poderia proporcionar, posso dizer que estamos na presença de uma poetisa com elevado sentido poético, ciente dos passos que quer dar na contrução da sua obra e com perfeita noção que por mais poemas que escreva existe sempre a possibilidade de melhorar e crescer.

Para finalizar, quero agradecer à editora Temas Originais por permitir que nós leitores possamos continuar a usufruir das palavras desta autora.

Os meus parabéns à poetisa Natália Canais Nuno, pelo belíssimo e assertivo prefácio com que nos brinda.

Agradeço também à autora o convite que me fez para estar aqui a apresentar este livro e a confiança que depositou em mim para esta tarefa.

Por fim, os meus parabéns à amiga Maria Antonieta pelo nascimento de mais este “filho” e o desejo que continue a partilhar connosco através das “galerias de afectos” os seus “sentires vividos e sonhados” e juntos possamos sempre “encontrar-nos nas palavras”.

Lisboa, 24 de Março, 2012

    

 


Depois de algum (bastante) tempo afastado deste blogue - por um infindável número de motivos - eis mais uma tentativa de reactivá-lo e continuar com o propósito que lhe deu vida. Chamar-lhe-ei um regresso às origens e pretendo que desta vez seja para durar (assim as circunstâncias o permitam).

Em breve colocarei aqui alguns textos - dissertações -  sobre livros, de outros autores, que apresentei e li.


01
Dez 11

Como o prometido é devido, aqui estou eu de volta com as minhas sugestões de leitura!

 

Desta vez tenho para vos propôr três livros que, mesmo fazendo parte de uma tetralogia, podem muito bem ser lidos individualmente que não se corre o risco de perder o fio à meada. Falo-vos de ASCENÇÃO E QUEDA, CONFLITO E RETALIAÇÃO e PENA OU DESTINO da autora MARIA FÁTIMA SOARES.

 

Sem entrar em muitos detalhes/revelações, para não retirar o interesse na leitura destes livros, posso dizer-vos que em cada um destes volumes da colecção REDENÇÃO vão encontrar motivos mais que suficientes para ficarem agarrados à história de Andreia - uma jovem estudante com uma vida tranquila que se vê envolvida numa série de situações que colocarão em risco não só a sua sobrevivência como a dos que a rodeiam. Na eterna batalha entre o bem e o mal, travam-se combates de ideias, criam-se inimigos, geram-se afectos improváveis, questionam-se decisões, fazem-se descobertas assombrosas e inquietantes.

Numa escrita simples, acessível mas muito cuidada a autora, MARIA FÁTIMA SOARES, consegue proporcionar-nos uma leitura fácil ao mesmo tempo que nos faz entrar na história de forma envolvente. Cada um destes livros tem o grande mérito de nos prender o interesse e cada final de capítulo é um adoçar de boca para o próximo. Fica aqui o aviso: depois de iniciarem a leitura é muito difícil interrompê-la!

 

Para finalizar quero apenas dizer que depois de ter lido estes três volumes fiquei ainda com mais curiosidade em saber como vai terminar esta tetralogia!!! Venha daí o quarto volume CERCADA.

 

Podem saber mais destes livros e da autora em http://omeueudepapel.blogs.sapo.pt/

 

MANU DIXIT   

  

publicado por manu às 20:25

14
Out 11

A todos os amigos e amigas deste blogue:

Ao fim de, praticamente, um ano de muita dedicação e trabalho eis a hora de trazer a público a razão maior da minha ausência dos blogues.

 

 

O autor EMANUEL LOMELINO e a editora LUA DE MARFIM, têm o grato prazer de os convidar para a sessão de lançamento do livro LICENÇA POÉTICA [duetos lomelinos].

O evento terá lugar no próximo dia 22 de Outubro, às 19 horas, no Auditório do Campo Grande, 56, em Lisboa.

Obra e autor serão apresentados por José Luís Outono

Este evento contará com a actuação da banda Smente.

 

 

 

 


08
Dez 10

Para quem puder e quiser aparecer aqui ficam os convites para uma grande tarde de poesia:

 

 

O autor EMANUEL LOMELINO e a Temas Originais têm o prazer de o(a) convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro de poesia APRENDIZ DE POETA, a ter lugar no Auditório do Campo Grande, 56, em Lisboa, no próximo Sábado dia 11 de Dezembro, pelas 16 horas.

 

Obra e autor serão apresentados pelo poeta XAVIER ZARCO

 

 

E também a não perder, logo a seguir:

 

A autora MANUELA FONSECA e a Temas Originais têm o prazer de o(a) convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro POESIA SEM REMETENTE, a ter lugar no Auditório do Campo Grande, 56, em Lisboa, no próximo Sábado dia 11 de Dezembro, pelas 19.00

 

Obra e autora serão apresentados pelo poeta ANTÓNIO MR MARTINS 


26
Nov 10

De um modo geral, retirando os prémios que pontualmente são atribuídos, um autor só ganha o devido reconhecimento, pela obra feita, após a sua morte. E mesmo assim, contam-se pelos dedos de uma mão (perdoem-me o provável exagero) aqueles cujo percurso criativo recebe as homenagens a que tem direito sem que exista um aproveitamento politico e/ou económico. Veja-se o caso recente com o desaparecimento do universal José Saramago.

Nesta matéria de homenagens tenho de referir também que é muito triste, socialmente falando, a existência de alguns circuitos que são vedados à maioria dos autores e onde só se entra pelo mérito das influências. São autênticos grupos formados cujos membros se homenageiam entre si como se a genialidade criativa e intelectual se cingisse a meia dúzia de Aladinos das letras e todos os outros fossem luas sem expressão a gravitar em seu redor.

Puxando um pouco a brasa à minha sardinha: servem os parágrafos anteriores, e outros que me excuso de escrever, para justificar as minhas acções a nível de divulgação de poetas no blogue TOCA A ESCREVER e as iniciativas literárias e culturais que faço neste espaço. Sendo certo que o alcance das minhas palavras e acções é ínfimo, não deixa de ser verdadeiro que o faço sem qualquer género de critérios sectários ou estilísticos e que, dentro das minhas possibilidades e capacidades, tento dar "voz" ao maior número de autores que me é humanamente possível e a logística me permite.

Nesta linha de raciocínio, não podia deixar passar a oportunidade para prestar, não a homenagem merecida (essa ser-lhe-á feita por pessoas mais capacitadas que eu) mas apenas a minha admiração pública por um autor que aos poucos vai construindo uma obra, fazendo-se valer, para além da inegável qualidade criativa, de uma obstinação e crença positivas que, certamente, o levaram a patamares bem superiores aos que actualmente pisa. O caminho não será fácil, bem pelo contrário, serão muitos os obstáculos e entraves que vai encontrar para não falar das ferozes correntes que lhe tentaram minar os intentos.

Independente do alcance e valor que as minhas palavras e acções possam ter, quero deixar aqui expressa a minha total e incondicional disponibilidade para, através dos meus espaços cibernáuticos, ajudar na divulgação e promoção de um autor que tem objectivos muito concretos e definidos nesta sua, cada vez mais, exigente tarefa de chegar a um maior número de leitores. Afinal de contas, sendo bem sucedido como é desejado, todo esse trabalho trará benefícios para os demais autores.

Sem mais delongas passo a apresentar o autor:

LUIS FERREIRA nasceu no Barreiro a 8 de Maio de 1970 e vive actualmente em Alcochete.

Publica em vários sitios ligados à escrita e às artes. Participou em diversas antologias e publicações de poesia e acaba de lançar o seu quarto livro.

É autor das seguintes obras, a saber:

2007 - MAR DE SONHOS  - CORPOS EDITORA

2008 - RIO DE SAL - EDIUM EDITORES

2009 - MOMENTOS - TEMAS ORIGINAIS

2010 - ROSAS & ESPINHOS - TEMAS ORIGINAIS

 

O autor define-se como um poeta eclético mas com uma tendência natural para os poemas de amor. «Em cada dez poemas, oito são de amor».

Na sessão de lançamento do seu mais recente trabalho ROSAS & ESPINHOS, que decorreu na Biblioteca Municipal de Alcochete, Luis Ferreira revelou-se determinado a levar a sua poesia a mais altos voos, nomeadamente a mais leitores e tudo o que daí possa advir.

 

Quem pretender conhecer melhor o autor e as suas actividades pode acompanhá-lo através do seu blogue aqui

 

Esta casa deseja as maiores felicidades e todo o sucesso ao autor, deixando as portas abertas para ajudar nessa sua demanda.

 

MANU DIXIT

 

 

 


14
Nov 10

 

Olá amizades!

É com redobrada satisfação que venho aqui, uma vez mais, fazer referência ao lançamento de um livro cuja autora é amiga deste blogue.

Sem mais delongas passo a informar que no próximo dia 4 de Dezembro, pelas 16.30, a autora Maria Fátima Soares terá o prazer de contar com a vossa presença na PAPELARIA NETO & TEIXEIRA, sita na Av. 25 de Abril nº 300 (rotunda da Cruz de Pau) para apresentar o seu novo livro, da Colecção REDENÇÃO, PENA OU DESTINO.

 

Para quem não puder aparecer mas deseje obter este livro pode encontrar todas as informações necessárias neste link. Aproveitem e vejam também como podem adquirir o pack promocional da restante colecção (dois ao preço de um e com direito a brinde).

 

E como a nossa amiga Fátima não pára quieta por nada deste mundo, podem verificar neste link a iniciativa de Natal e contribuir para o Refúgio ABOIM ASCENSÃO.

 

Boas leituras


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