Aqui vai-se falar da cultura em geral De música e literatura em particular

27
Jun 09

Um dos aspectos que influencia, em muito, os hábitos de leitura das pessoas, é sem dúvida o preço dos livros. Ainda mais quando se atravessam tempos de crise como o que vivemos. É difícil que alguém dê entre 20 e 30 euros por um livro quando esse dinheiro vai fazer falta no final do mês. Assim é complicado que as pessoas leiam mais do que um ou dois livros por ano. E tendo em conta a relação preço/tamanho dos livros, o exagero dos preços parece reflectir-se mais nos livros de poesia, que por norma têm menos de 200 páginas e custam tanto como um romance de 400 ou 500.

Tendo em conta a minha nota introdutória, venho hoje sugerir três livros, que podem ser adquiridos de duas formas diferentes; em separado (entre 10 e 15 euros cada) ou num pacote conjunto (20 euros). Até eu, com o 9º ano de escolaridade e sem conhecimentos académicos de economia, sei ver qual a modalidade que mais me favorece. Perante a discrepância dos custos, resta-me perguntar: Será que as editoras e os livreiros não percebem que venderiam muito mais se os preços praticados fossem mais acessiveis? Tendo em conta que conseguem fazer pacotes de três livros por preços quase irrisórios...

 

Passemos então às sugestões propriamente ditas:

 

Este pacote inclui Guarda minha fala para sempre de Ossip Mandelstam, Só o sangue cheira a sangue de Anna Akhmatova (ambos os escritores  já referenciados em posts anteriores) e O cavaleiro de bronze e outros poemas de Aleksandr Púchkin. Todos eles com o selo da Assírio & Alvim.

 

No livro de Ossip Mandelstam encontramos, não só um conjunto dos seus poemas, mas também alguns dos seus contos e fotografias sobre a dureza da vida na sibéria. Recordo a quem tem acompanhado este blogue que Mandelstam chegou a ser deportado para os campos de trabalho siberianos no tempo de Stalin.

 

No livro de Anna Akhmatova é-nos oferecido, para além da sua fantástica poesia, uma pequena cronologia bibliográfica sobre a autora que nos ajuda a compreender melhor o seu trajecto poético.

 

Para o fim deixei o livro de Aleksandr Púchkin pelo simples facto de ser muito dificil encontrar os trabalhos deste poeta russo, descendente de Africanos, traduzidos para português. Dizem os entendidos na matéria (leia-se tradutores) que a especificidade e a sonoridade da língua russa eram muito trabalhadas pelo poeta, e que, muito do sentido se perde com a tradução. Seja como for, os tradutores Nina Guerra e Filipe Guerra (que muito admiro pelas traduções das obras de Fiodor Dostoievski) conseguiram um bom trabalho ao passar, se não toda, alguma da essencia da obra de Púchkin.

 

Boas leituras

 


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