Aqui vai-se falar da cultura em geral De música e literatura em particular

15
Mar 09

Antes de passar às novas sugestões, quero uma vez mais divulgar o recém editado livro POETA PORQUE DEUS QUER da minha amiga Maria João, que pode ser adquirido através do endereço http://autores-editora.blogs.sapo.pt/ 

 

Desta vez tenho quatro sugestões de leitura, três de poesia e um clássico da literatura mundial. Curiosamente, ou talvez não, todos eles têm a chancela da Relógio D'Água, uma editora que tem, tanto na poesia como nos clássicos, duas excelentes colecções.

O Clássico que vos sugiro é uma obra de arte da escrita. A sonata de Kreutzer - Lev Tolstói

Não sendo tão conhecida como Anna Karennina ou Guerra e paz este é por ventura e apesar do reduzido tamanho uma das melhores obras de Lev Tolstói. Esta novela com 113 páginas é de uma energia e visão imaginativa fora do comum. Obra obrigatória em qualquer boa biblioteca.

 

As sugestões de poesia, cada uma no seu género e aculturamento, são muito agradáveis de ler e permitem (aos mais interessados) diferenciar estilos e conceitos diferentes dentro do mesmo género literário. Diz-me a verdade acerca do amor - Wystan Hugh Auden É um livro com dez poemas sobre o amor, de um autor da primeira metade do século XX. Para quem tem conhecimentos de inglês este volume oferece a versão original de todos os poemas, o que a meu ver enriquece, não só o livro em si, mas também os conhecimentos linguísticos dos leitores.

Romanceiro da inconfidência - Cecília Meireles Este é um livro muito interessante de uma poetisa brasileira que eu só tomei conhecimento ao ler um poema seu num dos blogs do meu amigo António Silva dos blogs http://cateespero.blogs.sapo.pt/ e http://euli.blogs.sapo.pt/ que recomendo vivamente. São 252 páginas de um romance poético (com a utilização de vários estilos)sobre a febre do ouro no Brasil colonializado.

Depois da Rússia - Marina Tsvetaeva esta colectânea de poemas da poetisa russa (uma repetente nas minhas sugestões)dá-nos a conhecer poemas de 1922 a 1925 escritos fora da Rússia. Tal como em outros autores de língua não portuguesa, este volume oferece-nos, para além da tradução, os poemas na língua original(para quem tem conhecimentos da língua russa é uma mais valia)

Boas leituras.

 

 


23
Jan 09

Estando ainda em fase de recuperação desta maldita tendinite tenho encontrado mais tempo para pôr a leitura em dia e tenho hoje mais três sugestões, diferentes no género, mas que, coincidentemente, se complementam.

Vou começar pela poesia de Ruy Belo. A obra chama-se Todos os poemas e são três volumes com toda a poesia do poeta Ruy Belo Assírio & Alvim.

Se gostam de variedade criativa este é um poeta a não perder, a sua escrita chega a ser alucinante pois o autor não utiliza pontuação, o que dá a nós leitores a possibilidade de darmos a nossa própria entoação aos textos.

Ruy Belo dá-nos a conhecer os seus pensamentos num estilo muito próprio e em vários registos (Sonetos, poemas livres, prosa poetica, etc.) Para mim pessoalmente, o que mais me fascina neste poeta é a sua forma de utilizar, não as rimas convecionais, mas sim rimas silábicas, os textos são autênticos desafios literários. 

 

A minha segunda sugestão é um livro de um poeta russo da primeira metade do século XIX, mas não se trata da sua poesia; é um género de novela romanceada.

O herói do nosso tempo - Mikhail Lérmontov - Relógio D'Água

Este livro divide-se em três partes;Na primeira o narrador ( que é um personagem) fala de alguém ( figura principal do livro) por intermédio de relatos de uma terceira pessoa.

Na segunda parte, o mesmo narrador ( que entretanto conhece o herói pessoalmente) faz uma discrição das suas impressões do herói.

A terceira parte deste livro é um relato de certos episódios da vida do personagem principal

contados na primeira pessoa e publicados pelo nosso narrador.

Ao contrário de muitos dos escritores russos do século XIX, Mikhail Lérmontov não se perde em conflitos interiores, o que torna a leitura deste livro muito agradável.

 

A minha última sugestão é um livro que muito provávelmente alguns de vocês já leram e que pertence a um dos grandes escritores do século XX, Milan Kundera - A vida não é aqui - Dom Quixote.

Este é um livro como eu gosto, com capítulos curtos que nos dão espaço para reflectir as ideias expostas sem perder o fio à meada. Quantas vezes ao ler um livro, não começamos a reflectir numa ideia desse livro e a continuação extensiva do mesmo vai-nos dividindo entre a reflecção e o acompanhamento da história ou narrativa?

Neste trabalho Kundera fala-nos da maternidade, da infância, da adolescência e dos conflitos geracionais na Checoslováquia pós guerra. Para quem gosta deste autor é um livro a não perder.

 

Vou acabar este texto com um frase de Ruy Belo que se aplica a todos nós que estamos constantemente em contacto via Internet

 

" SOMOS SERES OLHADOS"

 

 

 

 


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